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PERSONALIDADE DO MÊS | NOVEMBRO 2023 | Cláudia Dias

Com certeza de que já ouviram falar da influencer Cláudia Dias! É verdade! Entrou para o nosso clube, com o grande (e desafiante!) objetivo de se preparar para realizar uma Maratona em apenas 6 meses! Isto sem ter tido um grande contacto com a corrida! Sempre praticou desporto, mas a corrida não estava de todo presente nos seus planos, até então!

Com isto tudo, além de ter conseguido cumprir com o seu objetivo, arrecadou muito mais que isso!

Descobre tudo já de seguida, na sua entrevista:

Muitas parabéns Cláudia! E continua assim, com essa tua garra e motivação!


Fotografia: Run Tejo


1) Quem é a Cláudia Dias?

A Cláudia Dias entrou para o clube da forma como ela é: está disposta a desafios, quer se encontrar no mundo do desporto. Portanto, eu acho que a Cláudia Dias é uma pessoa cheia de vontade, de superar e de chegar aos seus limites.

Acho que sou uma pessoa que, tenta chegar aos seus limites, e fá-lo no mundo do desporto. Que acaba também por levar também ao seu dia a dia, à sua vida pessoal. Gosto de pensar que sou uma pessoa que gosta de incentivar os outros e de os motivar.


2) Há quantos anos treinas, e como é que o atletismo apareceu na tua vida?

Eu corro há um ano e tal, que é praticamente o tempo que eu estou dentro do clube. Eu não corria, e comecei a correr assim que entrei no clube. Mesmo, com o objetivo de fazer uma maratona em seis meses. Eu na verdade, nunca gostei muito de correr. Dancei a minha vida toda ballet e contemporâneo mais de dez anos a treinar profissionalmente. Acabei por focar-me noutras prioridades e o atletismo entrou na minha vida. Sempre tive o objetivo que um dia iria fazer uma maratona.


3) O que simboliza para ti pertencer à equipa Run Tejo – Prevent Sprain?

Eu talvez estava num momento da minha vida, em que não sabia que eu precisava do clube. Eu entrei para o clube, porque precisava de alguém que me pudesse treinar a nível profissional e técnico para correr o objetivo que tinha na altura de fazer uma maratona. Eu não sabia como correr, não sabia o que era um treino progressivo, não sabia nada. Mas o clube acabou por me dar mais do que um plano técnico. Acabou por me dar uma família, uma comunidade, que não sabia que um clube tinha. Estar na Run Tejo, é muito mais do que correr. A comunidade que vem, a família, os colegas puxam uns pelos outros. Por isso, para mim a Run Tejo significa Família.

Costumo sempre aconselhar o clube a outra pessoas de forma a fazerem novas amizades.


4) Qual foi o teu maior feito desde que estás no clube?

Sem dúvida que foi correr a maratona. Passar aquela meta foi muito duro! Já estava para desmaiar, a dois quilómetros do fim. Eu dei a minha alma! Não tinha mais nada para dar. Por isso foi sem dúvida passar aquela meta!


5) O que representa para ti esta distinção de personalidade do mês?

Eu fico muito contente, por me terem eleito a atleta do mês. Sabe sempre bem ser reconhecida de alguma forma. Para mim, ter sido eleita atleta do mês, acaba por me dar confiança na pessoa que sou e mostra aquilo que eu tento ser: uma pessoa animada, que tenta motivar o próximo. Tendo as minhas redes sociais, tento motivar pessoas a irem atrás dos seus objetivos. Sinto que também me dá um voto de confiança em mim, e demonstra um pouco o trabalho que tenho tido convosco, que é motivar as pessoas. O que acaba por me confirmar em como estou a fazer o que está certo.


6) Quais são os teus atletas de referência?

Eu sinto que sou muito novata no mundo do atletismo. Estou com a equipa há mais ou menos um ano. Obviamente que conheço os grandes nomes do atletismo. Mas na verdade, não são esses que são os meus ídolos. Para mim, são mesmo os meus colegas de equipa. Não há uma única prova, em que não tenha o apoio de ninguém ao meu lado. E uma das pessoas que eu mais admiro é a Cláudia Borralho. Digo-o quase em todos os treinos. admiro-a pela pessoa que ela é, o sacrifício que ela fez para correr a um ritmo mais lento ao longo dos 42 quilómetros ao meu lado. Mas, são os meus colegas que me inspiram e estão ao meu lado nos treinos (nos bons e nos maus).


7) Qual o conselho que dás a todos os atletas que andam por aí a correr, sem qualquer orientação e grupo de treino?

Eu acho que o primeiro passo é começar a correr. Perceber se gosta, tentar perceber o que é a corrida para a pessoa. Se é uma coisa que na eventualidade a pessoa pode vir a gostar. Mas eu acho que muita gente não gosta, porque não tem a orientação certa. Acho que uma pessoa quando começa a correr sem orientação, ou vai muito rápido ou não sabe o que está a fazer. Ou cansa-se muito rápido.

Por isso, o meu primeiro conselho é tentarem arranjar uma equipa, um treinador. Porque vão ter a orientação certa. Vão ter uma evolução muito maior ou muito mais rápida do que fazerem sozinhos. Pois, muitos não sabem o que estão a fazer. É importante termos orientação por parte de um treinador.

E não só! Quando entramos numa equipa, temos o apoio dos nossos colegas, da nossa equipa, ao longo dos treinos e das provas.

Por isso, procurem uma ajuda para evoluir e para os treinos.



8) Como concilias os treinos e corridas com a tua vida profissional e pessoal?

Todos nós sabemos que é com muita dedicação e muito esforço. Às vezes quando as pessoas me dizem “não tenho tempo”, quase que me ri-o um pouco por dentro. Hoje em dia é uma questão de prioridades. Eu acordo as 5 da manhã para ir à natação e correr antes do trabalho.

Não é só uma questão de conciliar é realmente tornar isso uma prioridade na minha vida. Simplesmente não conseguimos ver o treino como uma prioridade, é porque de facto não o é para a pessoa.


9) Qual a tua distância preferida, e porquê?

É a Meia Maratona. Eu acho que é mais atingível, neste momento. Eu acho que há uma distinção muito grande entre os 10 quilómetros e a Meia Maratona. Não só de treinos, mas de ambiente de prova. Porque o ambiente de prova de uma Meia Maratona, nós temos o dobro da carga, e eu sinto que estou num festival. Estamos tão felizes a correr a Meia Maratona, com a endorfina em altas na corrida e daí gostar desta distância. Obviamente sofremos, não tanto como a maratona. Acho que existe outro feeling nesta distância. Estão todos super entusiasmados, está tudo para o mesmo e são meses de treino. Estamos ali a celebrar os nossos treinos. Não é que nos 10 quilómetros não o possamos fazer, mas dura menos tempo e na meia dura mais tempo a desfrutar.


10) Qual a tua prova preferida, e porquê?

A minha preferida foi a Maratona da Europa, que foi muito especial. Eu até ao quilómetro 30 diverti-me, não sofri. Eu desfrutei, fiz amigos ao longo do caminho com a Cláudia. Fomos a conversar com pessoas novas. E foi uma prova em que tivemos bastante publico. A minha segunda prova preferida foi a Meia Maratona de Lisboa, que fiz também com a Cláudia. Tinha um ambiente espetacular! Muito público! Foi vibrante a quantidade de público que tínhamos lá. Tivemos um momento muito especial, em que encontramos uma atleta do Brasil, que estava a fazer a prova para bater RP. Eu e a Cláudia estávamos lá em treino, para nos divertir, e acabamos por a encontrar no quilómetro 13, e puxamos por ela até a meta. E passámos a meta as 3 a chorar de alegria. Ela tirou uns 19 minutos do tempo anterior dela. Foi muito giro fazer esta prova.


11) Tens alguns cuidados com a alimentação?

Eu costumo dizer que não. Tento comer de forma mais inteligente. Antes de provas, tentar comer massa, comida que me dá mais energia. É importante o suficiente, com a carga de treinos que temos e praticamos é importante termos uma alimentação equilibrada, até para não perder muito peso. Tento não deixar de comer nada. Não devemos nos privar de comer nada. Há espaço para fazer um fast food, não todos os dias, e todas as semanas. Acho que há espaço para tudo na nossa alimentação. Não faço dietas, como o que me faz sentir bem.


12) Qual a tua maior motivação para continuares a correr?

Acho que é mesmo a equipa. Eu quando acabei a maratona, eu sentia que estava mesmo a precisar de espaço para respirar. E pensava: “Eu não quero correr todos os dias.”; “Eu não quero acordar cedo todos os dias.”. e com o verão eu não me queria focar em tempos e provas. O que me fez voltar, foi mesmo a equipa. O ter saudades do convívio.

O Carlos ligou-me a meio do verão para ser bandeirinha na Meia Maratona de Odivelas.

E nível de saúde mental, eu já estava a precisar de voltar para os treinos. Obviamente ia-me sentir melhor, e sinto que estou no auge dos meus treinos. Já não sinto aquele sofrimento no início do verão.

Mas sem dúvida que a nível de saúde mental foi uma das motivações para voltar aos treinos, pelo relaxamento que a corrida dá.


13) Queres deixar algum agradecimento público?

Quero agradecer ao trabalho que a Cláudia e o Carlos fazem. Porque, desde o primeiro dia até hoje, eu sempre me senti super bem-vinda no clube.

Eu acho que o trabalho que eles fazem o passam a nós também, atletas, do clube. A ser bons colegas, passam boas energias. Eu estava ultranervosa, quando o Carlos me ia avaliar para ver se me podia treinar. Ver se estava apta ou não fisicamente, para me treinar. Não me conheciam de lado nenhum, e mesmo assim passavam por mim na corrida e puxavam pro mim. E agradeço a tudo o que a Run Tejo me deu.


Fotografia: Cláudia Dias



AGRADECIMENTO AOS PATROCINADORES:

Prevent Sprain Socks

Prevent Sprain - CM Socks

Aronick Equipamentos Desportivos

GoldNutrition

Iriax Construções, Lda


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