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PERSONALIDADE DO MÊS | Abril de 2023 - Cláudia Borralho

No mês de Abril, mês esse no qual a Run Tejo completa mais um ano de existência, nomeamos a nossa atual Presidente, como Personalidade do mês! Muitos parabéns!

Tem feito crescer o nosso clube, tanto como todos os envolvidos no processo, desde a sua raiz. E com a ajuda de todos, este clube vai longe! O nosso obrigado por todo o esforço e dedicação!


Fotografia: Run Tejo


Vem saber um pouco mais sobre ela:


1. Quem é a Cláudia Borralho?

É uma mulher que não para, super ativa. Às vezes, nem sei onde vou arranjar tempo para fazer tudo e mais um par de botas.

A completar 50 anos, se deus quiser, em outubro, deste ano. Adoro a profissão que tenho. A corrida desde sempre me acompanha, por este e aquele motivo, e acaba por ser quase uma terapia para mim.

Sou mãe galinha, tento ser um pouco menos agora. Muito amiga do meu amigo e sempre pronta a ajudar. Sou quase a mulher dos sete ofícios, muitas das vezes.


2. Há quantos anos treinas, e como é que o atletismo apareceu na tua vida?

O atletismo apareceu na minha vida desde sempre. Sou a sobrinha de quem sou, e desde sempre vi a minha tia a correr e sempre a acompanhei.

Aos 5 anos, eu lembro-me que ela me levou ao GP Queluz de Baixo, e eu corri 500 metros na altura, e nem ténis tinha! Levei sandálias, e perdi uma delas ao fim de 100 metros.

Às vezes fazias algumas corridas que ela organizava. Eu não praticava muito esse desporto e não tinha ténis de corrida, pois era pequena. Mas lembro-me que a minha tia organizou uma corrida com os miúdos lá da rua, em que em estava de pijama e galochas e ia feliz e contente correr.

Fora isso, Desporto escolar, mas nunca me interessei pela corrida propriamente dita. Fiz vários tipos de desportos, que não a corrida. Sempre acompanhei a minha tia em várias provas e na mítica São Silvestre da Amadora. Mas correr não. A corrida para mim, só apareceu aos 38 anos.

Como o Freitas estava a treinar no monte da galega com o meu filho, disseram para ir para lá treinar. Às vezes dava umas voltinhas a correr ou a andar.

Na minha primeira prova de 10 km, fiz uns 63 minutos. Pensei que morria, com os “bofos” de fora. A partir daí nunca mais voltei ao ginásio.


3. O que simboliza para ti pertencer à equipa Run Tejo – Prevent Sprain?

É um orgulho enorme. É muito trabalho, por detrás de tudo o que é visível. É um orgulho ver crescer a equipa e é um prazer ver todos a crescer, ver o sucesso dos atletas e vê-los crescer. O ver o regresso de alguns atletas, como o caso da Mónica por exemplo. É super giro ver este vai e vem e crescimento, e é um processo de uma forma sustentável, e indo devagar ou recuar, mas é sempre um orgulho ver os pódios e a equipa fazer uma mancha. E claro, o ambiente que existe entre nós. Acaba por ser uma mais-valia por todo o esforço que é feito.

4. Qual foi o teu maior feito desde que estás no clube?

Tirar cerca de 8 minutos na Meia Maratona de Braga. Uma meia maratona em nada fácil, com um percurso com uma altimetria bastante “jeitosa”. Alias, mais elevado do que as do próprio Troféu de Oeiras.

Aconteceu, deu-se. E com uma preparação que, por acaso nem foi própria para esta prova, em particular. Fiz o meu segundo tempo aos 10 quilómetros também. Passei aos 10 quilómetros com 46minutos e 24 segundos.


5. O que representa para ti esta distinção de personalidade do mês?

Foi uma surpresa enorme. E para mais, porque este mês é o mês de aniversario da Run Tejo. Fiquei super orgulhosa e contente. Quem é que não gosta de receber uma distinção, um elogio, seja ele qual for.


6. Quais são os teus atletas de referência?

Eu tinha um exemplo direto em casa e que é um exemplo para mim desde que era pequena: a minha tia. Ela era o nosso exemplo na altura. Depois tive um contacto direito também com a Rosa Mota e o Carlos Lopes. Eles são o meu exemplo sem dúvida.

Atualmente, o Carlos Tiago é sem dúvida daqueles com uma garra que não tem palavras. Ele é dedicado, focado, sozinho, faça sol, chuva ou vento, ele vai lá a dar tudo. Acho que ele é fantástico!


7. Qual o conselho que dás a todos os atletas que andam por aí a correr, sem qualquer orientação e grupo de treino?

Sem dúvida nenhuma, que tenham acompanhamento. Melhor ainda, que seja de preferência na Run Tejo.


8. Como concilias os treinos e corridas com a tua vida profissional e pessoal?

Isso é aquela parte em que eu penso assim: “Meu Deus! Como é que eu consigo?”. O não ter tempo não é desculpa. Temos de nos organizar, tentar ter as coisas o mais organizadas possível. Faço o meu treino, chego a casa, fazer jantar e comer. Tenho um filho que neste momento também me ajuda no meu dia-a-dia.



9. Qual a tua distância preferida, e porquê?

Gosto dos 200 metros, que é uma prova rápida para dar tudo. Mas não desgosto dos 10 quilómetros.


10. Qual a tua prova preferida, e porquê?

A São Silvestre da Amadora, que é uma prova que eu já gostava de fazer, pelo ambiente. Na minha infância, era quase a praxe, irmos para a rua ver a São Silvestre após o jantar. E ao acabar em cima da meia-noite a prova, era tudo na rua a bater tachos e panelas. São memórias que ficam para sempre. E fazer a prova, é sentires a vibração do início ao fim. É um ambiente espetacular. É a prova, é o estares lá e viveres aquele ambiente.


11. Tens alguns cuidados com a alimentação?

Não que eu tenha um regime alimentar, do género: “só como isto e aquilo”, mas evito fritos. Como um pouco de tudo, sem me privar de nada. É mais à base de grelhados, legumes. Tento ter algum cuidado, mas não faço disso taxativo. Como o que me apetecer.


12. Qual a tua maior motivação para continuares a correr?

Muitas das vezes, para conseguir dar o exemplo a algumas pessoas. O dar o exemplo no sentido de acreditar que, se ela trabalha, tem um filho e uma vida profissional e consegue, porque é que eu não hei de conseguir? Pensar que tenho alguém à minha espera no treino para ir puxar um pouco no mesmo ou ir para dar o exemplo, marcar presença e estar lá.


13. Queres deixar algum agradecimento público?

Agradecer ao Carlos Freitas, porque às vezes não é fácil. Mas sem dúvida, agradecer-lhe pelos treinos que me dá, que devo ser das pessoas mais difíceis. Muitas vezes não é fácil e ele apoia-me e dá-me força. Às vezes temos vontade de desistir, por este ou por aquele motivo, e então, ele está lá e dá uma força e as coisas acontecem. E o resto dá-se.

Agradecer ao meu filho, que está sempre ali para me apoiar e que fica contente com os meus resultados e feitos. Aprendeu a crescer com o atletismo na vida dele.

Sobretudo agradecer a toda a equipa, pois sem eles, não fazia sentido eu estar aqui. Ao Carlos em particular. Ao Diogo e a todos, pois cada um, marca a sua diferença. É super importante e gratificante.


Fotografia: O Homem da Maratona (Página de Facebook)




AGRADECIMENTO AOS PATROCINADORES:

Prevent Sprain Socks

Prevent Sprain - CM Socks

Aronick Equipamentos Desportivos

GoldNutrition

Anadias.Run

OrangeTangent Cosmética Urbana Soc. Unipessoal, Lda


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