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ATLETA DO MÊS | Maio de 2022: Cristiana Monteiro

Neste mês de Maio, surge-nos mais uma atleta congratulada! A nossa Cristiana Monteiro! Ela faz parte do nosso grupo de velocistas, é super simpática e muito querida! Com apenas alguns anos de corrida e já tem mostrado excelentes resultados e uma célere evolução! Muitos parabéns!

Vem conhecer um pouco dela, na entrevista que se segue:

Fotografia: O Homem da Maratona (Página de Facebook)


1. Quem é a Cristiana Monteiro?

Sou farmacêutica, sou do Porto, tenho 31 anos e vivo em Lisboa há 6. Sempre gostei de fazer desporto e, mais recentemente, apaixonei-me pela corrida e atletismo. Gosto de pensar que tudo acontece por um motivo melhor e, acima de tudo, gosto de encarar a vida sempre numa ótica de melhoria contínua. Seja na minha vida, seja na vida de quem me rodeia ou nos projetos em que me envolvo.


2. Há quantos anos treinas, e como é que o atletismo apareceu na tua vida?

Comecei a fazer desporto por volta dos 4-5 anos. Fiz natação, karaté, joguei futebol e mais tarde ginásio. Na verdade, sempre pratiquei desportos em que fosse relativamente fácil participar e/ou que fossem perto de casa. Sempre gostei de atletismo, mas achava sempre que já era tarde para iniciar modalidade. Mesmo com 14 anos pensava assim.

A verdade é que, anos depois, comecei a correr porque tinha uns amigos que corriam, porque achei que me ia fazer bem correr para perder uns quilinhos (risos) e porque seria uma boa alternativa para conjugar com o treino de ginásio. Em 2019, fiz as minhas primeiras corridas (em outubro e em dezembro) e, a partir daí, mesmo com a pandemia pelo meio, fui ganhando o “bichinho” da corrida. No final de 2020 entrei para a Run Tejo, e a equipa tem-me mostrado que afinal nunca é tarde demais para entrar para o atletismo. Para além de me dar a possibilidade de correr (o que pretendia fazer quando me juntei ao clube), posso competir de forma federada e em particular em provas mais específicas, como as provas de velocidade.


3. O que simboliza para ti pertencer à equipa Run Tejo – Prevent Sprain?

Sendo do Porto e estando a viver em Oeiras, não estou tão perto da minha família ou amigos da minha infância e juventude. A Run Tejo acaba por me trazer, para além da prática de atletismo, uma família de amigos que complementa a minha vida cá em Lisboa. Pertencer à Run Tejo simboliza amizade. É um suporte, quando estou longe dos que me são mais queridos. O espírito da Run Tejo é inigualável. As pessoas estão genuinamente umas pelas outras e umas para as outras. Ajudam o outro com vontade efetiva de ajudar e sem pensar no retorno para si próprio. Sinto que estou constantemente a aprender novas lições com quem me rodeia. É também por isto que tenho esta vontade de participar, estar envolvida e contribuir para o crescimento do clube. É olhar para algo que está a crescer, que me dá tanto, e querer dar de volta. E este espírito também me faz crescer enquanto pessoa.


4. Qual foi o teu maior feito desde que estás no clube?

O título de Vice-campeã Regional de 800m de Lisboa em 2021, apesar de sermos só duas participantes (risos) e o facto de ter contribuído para fechar a equipa no Campeonato Regional de Corta-Mato em 2020, que foi a minha primeira prova pela Run Tejo e como atleta federada.


5. O que representa para ti esta distinção de atleta do mês?

Fico genuinamente feliz pela distinção. Apesar de dedicamos tempo e trabalho ao clube, para o fazer crescer, sem esperar nada em troca, receber a distinção é, acima de tudo, um reconhecimento daquilo que fazemos, quer em termos desportivos quer a nível organizacional.



6. Quais são os teus atletas de referência?

Quando era miúda, vibrava com os grandes feitos das atletas femininas mais conhecidas. Por exemplo a Fernanda Ribeiro e a Rosa Mota. Atualmente admiro muito o trabalho e desempenho da Patrícia Mamona e da Marta Pen Freitas, que acompanho nas redes sociais. Sempre me senti muito inspirada por mulheres de grandes conquistas. Algumas das atletas do nosso clube são também referências para mim, porque me ajudam a evoluir todos os dias com uma influência mais próxima.


7. Qual o conselho que dás a todos os atletas que andam por aí a correr, sem qualquer orientação e grupo de treino?

Que venham para a Run Tejo (risos). Acho que devemos sempre correr com um plano adaptado, quer tenhamos um objetivo específico ou quer queiramos apenas treinar. Um plano é importante para evitar lesões, para não cairmos no erro de puxar demasiado pelo nosso corpo ou não fazer uma boa distribuição de carga de treino. Portanto, o meu conselho é que corram com plano e com acompanhamento. E se quiserem juntar a parte desportiva a uma boa parte social, que venham para a Run Tejo, porque cá, conseguem efetivamente aliar as duas coisas.


8. Como concilias os treinos e corridas com a tua vida profissional e pessoal?

Tenho um emprego que ocupa grande parte do meu tempo, com contacto constante com muitas pessoas, o que, por vezes, acaba por ser desgastante do ponto de vista emocional e físico. O treino ao final do dia ou logo pela manhã ajuda-me a limpar a cabeça do stresse acumulado e de outros assuntos mais triviais.

Relativamente à vida pessoal, tive a sorte de ter conseguido convencer meu namorado a começar a correr (risos) e de ele também se ter juntado à Run Tejo. Isto permite-nos conjugar os nossos programas em conjunto. Caso não tivéssemos este hobbie em comum, seria certamente mais difícil participar em provas e treinos.

A corrida é algo prioritário no meu dia-a-dia, pelos benefícios que me proporciona. É uma questão de bem-estar, emocional e físico. Por isso arranjo sempre tempo para o fazer.


9. Qual a tua distância preferida, e porquê?

As distâncias curtas: os 100 e 200 metros. Divirto-me mesmo muito na corrida de velocidade. É uma adrenalina brutalíssima! Apesar de ser extremamente difícil evoluir nestas distâncias, é onde me divirto mais, quer a treinar quer a competir. Para além disso, não sofro tanto quanto vou sofrendo nas distâncias mais longas (risos). Mas à medida que tenho evoluído na corrida no geral, nos ritmos e tempos que faço, também tenho gostado mais das distâncias mais longas. Acaba por ser mais prazerosa. Como vou mais ritmada, acaba por ser mais divertido.


10. Qual a tua prova preferida, e porquê?

A Corrida da Mulher tem um significado muito especial para mim. Primeiro, está ligada a uma causa que me é muito próxima (relacionado com o processo oncológico pelo qual passei) e, segundo, foi a primeira prova oficial em que participei. Fiz a prova sem preparação nenhuma e quase como um fecho de ciclo para o processo de tratamentos que completei. Acabei a prova a pensar que um dia gostava de a ganhar (risos).

Em termos de espírito e diversão, a São Silvestre do Porto, pelo ambiente e por ser na minha cidade. No entanto, há outras provas em que ainda não participei, e que gostava muito de experimentar.


11. Tens alguns cuidados com a alimentação?

Sim, tenho. Acredito que a alimentação é muito importante no nosso dia-a-dia, quer em termos de saúde quer em termos de desempenho no treino. Retirei da dieta todos os alimentos que são altamente inflamatórios para o nosso organismo. Basicamente, como aquilo que é efetivamente alimento para o nosso organismo e que me dá energia para o funcionamento do meu corpo. Sou acompanhada por um nutricionista funcional, que adapta a minha alimentação às minhas necessidades. É uma alimentação com alguns princípios da dieta paleolítica.


12. Qual a tua maior motivação para continuares a correr?

O sentimento que a corrida me traz. Eu corro porque sou feliz a correr e porque me divirto. Saio da corrida com uma sensação de dever cumprido, o que é muito prazeroso. Além disso, a corrida permite-nos ir sempre melhorando e superando os nossos limites. Quando te entregas, consegues sempre evoluir e sair com este sentimento de conquista. E este sentimento acaba por ser viciante.


13. Queres deixar algum agradecimento público?

Tenho que agradecer à Marta Costa, por me ter trazido para a corrida e para esta equipa. Ao Carlos Freitas, por trazer ao clube o espírito que nos mantém por cá e por fazer com que todos nós, atletas do clube, nos sintamos especiais e únicos, ao dar valor às pequenas vitórias e particularidades de cada pessoa.

No que respeita à evolução de objetivos individuais esta época, agradeço ao meu treinador Zé Fernandes, que tanto tem contribuído para a evolução da minha técnica de corrida; à Elisabete Macedo, a minha lebre de serviço, que me vai desafiando constantemente a melhorar o meu desempenho e aos meus colegas de treino de velocidade pelo companheirismo e amizade.

No trabalho que desenvolvo na parte organizacional do clube, agradeço à Maria Santos, minha super companheira de trabalho no desenvolvimento da área financeira do clube e à Susana Jacinto pela confiança, feedback positivo e força que deposita no nosso trabalho.


Fotografia: Telenovela Run Tejo




AGRADECIMENTO AOS PATROCINADORES:

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