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ATLETA DO MÊS | Fevereiro de 2022: Rita Rosa

Mais um mês se passou, e com vocês: a atleta do mês de Fevereiro premiada é a nossa PT Rita Rosa! Muitos parabéns! Que continues com essa tua energia e garra para dar cabo dos nossos músculos mais pequeninos e ocultos algures pelo nosso sistema músculo-esquelético!

Com uma energia contagiante e uma alegria que a caracteriza por natureza, dá-nos a conhecer um pouco de si:


Fotografia: Facebook Rita Rosa


1. Quem é a Rita Rosa?

É uma pessoa muito sonhadora. Eu sonho muito desde pequenina, penso que é tudo o país das maravilhas. Infelizmente, não é verdade. Mas depois também como sonho muito, também me desiludo algumas vezes. Isto porque, queremos sempre o melhor e às vezes não é possível. Em tudo na vida, na parte profissional, na minha vida pessoal, tudo isso. Mas sou uma pessoa que, quando meto uma coisa na cabeça, mesmo que não chegue àquele objetivo, gosto de ter a certeza de que fiz tudo para lá chegar para a conseguir atingir. E isso é uma das coisas que me define. Sou uma pessoa que para mim, o meu topo da pirâmide é a minha família, a minha saúde e a dos meus. Depois vem os meus amigos, familiares e depois tudo por aí fora.

Dedico-me muito às pessoas, e às vezes acabo por levar por tabela, porque me preocupo demasiado com os outros e ponho-me um bocadinho à parte. Mas eu acho que, o ser humano é muito assim. Pelo menos, as pessoas com quem convivo e eu sou muito assim.

Sou muito positiva, mas às vezes custa, principalmente na realidade que vivemos. Custa-me um bocadinho ver o que o universo nos obriga a passar. Por vezes não é fácil, mas tento ver o lado positivo.

Desde que me casei, que o meu marido me ensina que devemos ver as coisas doutra perspetiva: sempre a parte positiva. Se não é branco é azul, e siga para a frente. Sou muito positiva. Gosto muito da minha profissão. Gosto muito de desporto.


2. Há quantos anos treinas, e como é que o atletismo apareceu na tua vida?

O atletismo apareceu na minha vida aos 5 anos de idade. Lembro-me de fazer provas de 100 metros, e eramos chamados os Bambis, e eu lembrava-me sempre dos desenhos animados.

Quem me levou para o atletismo, além do meu pai que já praticava há muitos anos, foi um tio meu. Ele era treinador na altura, num clube, e decidiu-me levar para lá. Treinava, ia às corridas e o atletismo surgiu assim na minha vida.

Fui praticando algumas modalidades em paralelo com o atletismo, mas o atletismo foi mesmo aquilo que não deixei de fazer.

Na altura da faculdade, como me dedicava muito aos estudo, não levei o atletismo a sério. Fui parando, não levava a coisa com muita regularidade. Depois quando acabei os estudos, dediquei-me novamente. Depois só parei quando engravidei, pois, tinha medo de arriscar. Mas se voltasse a engravidar de novo, eu não deixava de correr! Depois voltei e não parei. Mas basicamente o atletismo sempre esteve presente na minha vida.


3. O que simboliza para ti pertencer à equipa Run Tejo – Prevent Sprain?

É ótimo! Desde os 5 anos, posso dizer que só vesti 4 camisolas diferentes. Esta é a 4ª camisola que eu visto, e para mim é a camisola mais importante. Primeiro, porque penso de maneira diferente. Quando era miúda, queria lá saber se a camisola era amarela, verde azul. Eu queria era correr! Não queria saber nada disso. depois fui crescendo, e fui vendo na televisão o que era realmente o amor à camisola. Tive amor a algumas camisolas antes, mas não aquilo que eu sinto atualmente neste clube. Para já porque foi o clube que me fez evoluir mais; é o clube que eu sinto que é mais organizado, em todos os aspetos; e é um clube que se preocupada, não só com o atleta a nível profissional como com o atleta a nível pessoal, o que acho que é muito importante.


4. Qual foi o teu maior feito desde que estás no clube?

Todos os que eu já passei aqui na Run Tejo, o meu maior feito sinceramente, acho que foi na Corrida do Adepto em Leiria. Adorei! Emocionei-me ao entrar no estádio. É das coisas que mais gosto, entrar num estádio enorme e correr. Gosto muito! Para além de bater o meu recorde pessoal, tive a sensação inexplicável que nem eu própria não tenho palavras para me expressar. Gostei do ambiente, de tudo!

Adoro que me chamem nomes depois dos meus treinos! É das coisas que mais gosto, e receber mensagens a dizer que ainda sentem as dores dos meus treinos.


5. O que representa para ti esta distinção de atleta do mês?

Fico muito satisfeita. Achei piada, porque fevereiro é o meu mês! Eu faço anos, a minha filha faz anos, a minha avó fazia anos. É uma panóplia de coisas que marcam este mês de fevereiro e foi muito engraçado, quando me informaram de que tinha sido eleita atleta do mês. É muito bom! E não é só por isso. É gratificante quando o nosso trabalho, empenho e dedicação são reconhecidos. Às vezes só nos dizem “Ah boa! Estiveste bem.", "Espetacular!”. É bom ouvir elogios, mas às vezes receber assim algo um bocadinho maior, claro que as pessoas ficam contentes. É como nos dizerem “Estás tão gira hoje!”. Eu pelo menos gosto.


6. Quais são os teus atletas de referência?

Para mim os que são referencia mesmo, na Run Tejo, o Jorge Nunes, gosto imenso dele, adoro treinar com ele! Está sempre a puxar nos treinos. Depois tenho os outros: o António Bonett, a Elisabete, ou seja, é como uma turma, e damo-nos todos bem. Em termos de performance a sério, gosto muito da Kcénia! É uma pessoa super low profile e passa despercebida. O mister Carlos Freitas, que dá tudo! Quando ele pensa que não consegue, dá sempre mais e é impressionante. Acho-o uma referência, tendo em conta os problemas todos que têm surgido, é de valorizar tudo o que ele tem feito até aos dias de hoje. Espero chegar à idade dele e correr tanto como ele.





7. Qual o conselho que dás a todos os atletas que andam por aí a correr, sem qualquer orientação e grupo de treino?

Que leiam mais sobre corrida. Porque a corrida não é só correr. Hoje em dia a corrida é uma moda. E infelizmente, há muita gente que corre porque está na moda. A corrida tem muita coisa por detrás. Quando era miúda, eu corria e não alongava. E bem arrependida que estou. Alongar depois de correr é fundamental. Hoje em dia, com tanta informação que há, as pessoas que correm só por correr, ou é burrice ou não sei. A informação é tanta, que deviam saber certas coisas de forma geral. Não é só a corrida que interessa.


8. Como concilias os treinos e corridas com a tua vida profissional e pessoal?

Essa é a parte mais difícil. Eu não tenho uma só profissão e a minha profissão ocupa-me muito tempo. Ando sempre com uma agenda de papel, de forma a gerir o meu dia-a-dia. Tento arranjar buracos no meio disto tudo, para fazer as minhas coisas. Há dias em que não consigo. Dou aulas em duas escolas e depois dou os meus treinos.


9. Qual a tua distância preferida, e porquê?

Os 10 quilómetros. Eu gosto de provas de maior distância do que curtas. Tudo o que seja acima de o mínimo 8 a 21 km, são as minhas preferidas.


10. Qual a tua prova preferida, e porquê?

A Corrida das Fogueiras, em Peniche. Primeiro porque é uma terra que eu adoro. Desde pequena que ia para as Berlengas, e o meu irmão vive em Peniche e eu adoro aquela cidade. A prova é a noite, mas existe um calor humano que eu não sei explicar.


11. Tens alguns cuidados com a alimentação?

Sim tenho. Não tenho desde sempre. Eu quando era miúda comia imensas gomas e bolicaos. Nem deixo a minha filha comer bolicaos. Comecei a ter mais cuidado desde o momento em que entrei na faculdade. Não como Mc Donnald’s há uns 10 anos, e quando andava na faculdade comia imenso. Na faculdade começamos a ter outros conhecimentos e tentamos mudar os hábitos. Nunca pesei comida, acho que isso é doentio. Mas sim tenho alguns cuidados.


12. Qual a tua maior motivação para continuares a correr?

Eu adoro correr! Eu não preciso de motivação, porque eu já sou motivada para isto. Há muita gente que me diz que, não sabe como é que eu consigo treinar sozinha. Se eu quero correr e quero treinar, não tenho ninguém, vou sozinha. Eu sou muito focada. Claro que uma motivação extra é sempre bem vinda.


13. Queres deixar algum agradecimento público?

Ao Pedro Burrica, que foi a pessoa que me levou para a Run Tejo, e estou-lhe grata por isso. Estar melhor do que estava há uns anos atrás, posso agradecer ao mister, as pessoas que treinam comigo, á minha família, pois é no tempo deles que eu abdico para ir treinar.

Agradeço um bocadinho a todos. Todos são importantes. Mesmo aqueles que às vezes me chateiam, é bom!


Fotografia: Facebook Rita Rosa



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